Operações Especiais (Bope)

Batalhão de Operações Policiais Especiais. Este é o nome da unidade cuja menção em sua forma abreviada, Bope, provoca tanto o imaginário popular.

Na verdade, como se encontra cravado no próprio nome, o que define o Bope são as missões por ele executadas. Missões de Operações Especiais.

Atualmente, as missões do Bope estão definidas, de acordo com doutrina vigente e normas que regem a PMSC, pela atuação em ocorrências de alto e altíssimo risco, ocorrências extraordinárias e exóticas.

No Brasil, a origem das Operações Especiais nas Polícias Militares surge com a necessidade da criação de um grupo para atender ocorrências que fugissem à capacidade física, técnica e psicológica das unidades da PM.

A Constituição Federal de 1967 previu que a União passaria a controlar também o efetivo das PM, criando naquela época a Inspetoria Geral das Polícias Militares (IGPM). Deixou orientado ainda que as Polícias Militares deveriam voltar-se às atividades policiais. Nesse sentido, em 1978 foi criado na PMSC o Pelopes (Pelotão de Operações Especiais). Desde então o citado Pelotão se destacou pelo rigoroso treinamento a que eram submetidos os policiais militares integrantes, bem como por sua missão de atendimento de ocorrências de alto risco em todo o território catarinense.

Vinte e seis anos depois, por meio do Decreto nº 4.374, de 24 de março de 1994, foi criado o Batalhão de Operações Especiais (BOE), composto por uma Companhia de Operações Especiais (COE), um Esquadrão de Polícia Montada e um Pelotão de Policiamento com Cães. O BOE passou a ser referência por sua diversidade de processos de policiamento, afirmando as máximas de um batalhão diferenciado, com a missão de instruir, treinar e operar.

Necessitando de instruções e preocupados com a necessidade de se adquirir novos conhecimentos técnicos, quatro oficiais da PMSC, entre os anos de 1988 e 1995, cursaram Cursos de Operações Especiais nas Polícias Militares do Rio de Janeiro e do Paraná. A partir da iniciativa destes precursores foi realizado o primeiro Curso de Operações Especiais (Coesp), sendo na sequência criado o Grupo Comando de Operações de Busca Resgate e Assalto (Cobra). O Cobra, portanto, foi o primeiro grupo de operações especiais genuíno da PMSC, formado estritamente por policiais militares devidamente cursados em operações especiais.

Em 2005 o BOE foi desmembrado, separando-se aquelas três unidades, que passaram a constituir organizações policiais militares (OPMs) autônomas. Com isso, precisamente no dia 25 de outubro de 2005, através da Portaria n° 501, foi criado o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), que absorveu o efetivo existente na Companhia de Operações Especiais (COE), do antigo BOE, subordinando, técnica e doutrinariamente, todos os Pelotões de Patrulhamento Tático (PPTs) em atividade no Estado.

O Bope, assim como outras unidades militares de operações especiais, atua basicamente em três frentes:
1- Operando: com o Grupo Cpbra, em ocorrências de altíssimo risco, ocorrências exóticas e extraordinárias, notadamente em ocorrências envolvendo explosivos, gerenciamento de crises com reféns, dentre outras; e com a COE, realizando diariamente patrulhas em áreas de alto risco, cumprimento de mandados, retomadas de pontos sensíveis e apoios às Unidades de área;
2- Treinando: mediante rotina de treinamento físico e técnico, com o objetivo de manter o efetivo pronto para qualquer tipo de missão;
3- Ministrando treinamento: repassando doutrina desenvolvida na Unidade, para policiais militares de todas as Unidades da PMSC, através de cursos, estágios e treinamentos.

Bope: “Não pergunte se somos capazes, dê-nos a missão!”

Galeria de Imagens

Operações Especiais (Bope)Operações Especiais (Bope)