Chefes de Agências de Inteligência da PMSC se reúnem na Capital

Por: Cabo Rodrigo Costa, em 11/03/2019


No início da tarde desta segunda-feira, 11, por volta das 14 horas, foi realizada no auditório do Centro de Ensino da Polícia Militar (CEPM), na Trindade, em Florianópolis, a abertura da 2ª Reunião Estadual de Oficiais Chefes de Agências de Inteligência da Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC).

Cerca de 70 oficiais, das mais diversas regiões do Estado, participam do encontro, que prossegue até fim da tarde desta terça-feira, 12.

Em meio a mesa de autoridades, destaque para o comandante-geral da PMSC e atual secretário de Segurança Pública do Estado, coronel Carlos Alberto de Araújo Gomes Júnior, e para o Chefe da Agência Central de Inteligência (ACI) da PM, coronel Adilson Luiz da Silva."Olha, só pelo nível das autoridades que compõem esta mesa e pela quantidade de oficiais aqui neste auditório, já podemos ter convicção de que nossa reunião será um grande sucesso”, comentou o coronel Adilson, em sua fala inicial.

Com o propósito de alavancar o alinhamento dos 71 chefes de agências de Inteligência da PMSC, o chefe da ACI também destacou alguns pontos-chaves do encontro.

“Além da padronização das ações de Inteligência na Corporação, o encontro também aborda medidas essenciais de contra-inteligência. Da mesma forma, a reunião serve como mais uma oportunidade para troca de experiências e esclarecimento de dúvidas”, explica.

Ao fazer uso da palavra, o coronel Araújo Gomes se dirigiu aos presentes e falou sobre a importância do evento.“Primeiramente, eu gostaria de dizer que é uma honra e uma satisfação imensa em estar aqui, participando deste encontro. Até porque nós praticamente dobramos o efetivo envolvido em atividades de Inteligência na PM, se compararmos ao último ano", destacou.

Na mesma linha, o comandante fez apontamentos, com base nas estatísticas do Compstat e boletins da Secretaria de Segurança Pública. “E com esse incremento, nós também quadruplicamos o levantamento de informações. Com isso, conseguimos reduzir, significativamente, nossos indicadores de criminalidade”, avaliou.

“E se por um lado a Inteligência da Corporação é um dos seus pilares, na construção de conhecimento, é através das parcerias que conseguimos fazer com que as diferenças possam ser percebidas pela sociedade”, acredita.

Ao citar os parceiros da Polícia Militar, que compunham a mesa de autoridades, entre representantes do Ministério Público, Judiciário, Agência Brasileira de Inteligência (ABIN), Polícia Federal, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros e Forças Armadas, o coronel fez questão de enaltecer a importância da integração das instituições envolvidas, bem como a forma com que Santa Catarina se projeta e é vista no cenário nacional. “Um prestígio que é fruto das diversas parcerias e parceiros que temos. Recentemente fomos reconhecidos mais uma vez. Agora, como referência nacional quanto a segurança aos magistrados”, citou.

E com base nesta percepção de integração que a Inteligência ganha espaço, avalia o coronel. “É nela que repousa a solidez da Segurança Pública, em um cenário cada vez mais volátil”, garante. “E é com o sentimento de otimismo que declaro aberto este encontro”, emenda o comandante da PMSC.

Na sequência, dando início à programação do evento, o coordenador-geral do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), promotor Alexandre Reynaldo de Oliveira Graziotin, palestrou sobre “O emprego do Relatório Técnico Operacional (RTO) no enfrentamento do crime organizado e as ações colaborativas entre Inteligência da Polícia Militar de Santa Catarina e o Gaeco”.

“Nós não vivemos sem parcerias. E, inicialmente, gostaria aqui, diante dos presentes, de aproveitar a oportunidade e fazer a entrega do nosso relatório anual ao coronel Araújo Gomes. E, da mesma forma, agradecer mais uma vez pela nossa parceria”, comentou Graziotin.

“Não é uma palestra. A ideia aqui é uma conversa”, realçou o promotor, que está há 14 anos no Gaeco. “O que é Inteligência!? E o que é material de investigação!?”, questionou.

Nesta linha, o representante do Ministério Público de Santa Catarina deixou claro que é preciso sedimentar cada vez mais o conhecimento para que ele possa servir como prova. “Cada vez mais as facções criminosas estão tomando conta do nosso Estado. E cada vez mais está sendo difícil prender alguém que não esteja vinculado a alguma facção”, lamentou.

“E tem sido cada vez mais difícil buscar elementos de prova por confissão, devido ao temor. Frente as retaliações do sistema. E, assim, o RTO pode servir como elemento único. Para que se consigam medidas judiciais, em determinadas situações”, esclarece o promotor. “Tudo em um único documento oficial”, aconselhou.

Encerrando a palestra, o evento prosseguiu com sua grade de programação. Os painéis e temas específicos seguem até o fim da tarde desta terça-feira, no Centro de Ensino da PM.

Fotos: 1º Sargento RR Aurélio de Oliveira/CCS

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