Pesquisa aborda vínculos dos policiais militares com a Corporação

Por: Agente temporária Luzara Pinho, em 12/06/2018


Na tarde desta segunda-feira, 11, a professora doutora do Centro de Ciências da Administração e Socioeconômicas (Esag) da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), Ana Paula Grillo Rodrigues foi recebida no Quartel do Comando-Geral da Polícia Militar de Santa Catarina, onde apresentou uma pesquisa sobre o vínculo dos polícias militares com a instituição.


Ao todo, a pesquisa foi realizada com 902 policiais militares que ingressaram na corporação em 2017, que responderam a um questionário online com perguntas sobre motivação do trabalho, porque escolheram a profissão, entre outros.


Conforme a professora Ana Paula, o estudo analisou três vínculos importantes, sendo o comprometimento, que consiste no desejo e no orgulho do profissional de fazer parte da organização; o consentimento, que relaciona aspectos como a obrigação de fazer um bom trabalho na organização e o entrincheiramento,que se refere a permanência na instituição por necessidade de permanecer, considerando os possíveis prejuízos se saísse dela.
“É uma pesquisa que deve ser feita por mais pelo menos cinco anos. Ela tem um caráter longitudinal, ou seja, a gente vai medir com essas mesmas pessoas que responderam o questionário agora – em outubro de 2017 – nos anos seguintes para acompanhar se os vínculos apresentarão alguma transformação”, explica Ana Paula.
Como resultado, foi encontrado um alto índice de comprometimento forte (91%) e consentimento forte (77%). O nível de entrincheiramento forte foi o índice mais baixo, representando 41%.
“Eu acho muito interessante estudar a Polícia Militar, porque tem uma característica de trabalho que é muito peculiar, pois trabalham com um risco de vida muito alto e é intrigante entender o que faz com o que uma pessoa que ingressa na PM se sinta tão vinculada a ela. Foi possível observar nesse estudo que boa parte dos policiais entrevistados estão altamente comprometidos e consentidos e pouco entrincheirados”, frisa a professora, que relata ter se surpreendido com o forte vínculo dos policiais com a instituição.
A pesquisadora ainda frisa que a pesquisa pode servir até mesmo como ferramenta de gestão, apontando os fatores que podem ser melhorados em uma corporação e seus profissionais, tendo o intuito e a utilidade de também ajudar a PM.


Foto: 1º sargento RR Aurélio de Oliveira - CCS

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