Foto: Lema da unidade
Foto: Foto da unidade da Polícia Militar de Santa Catarina
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Aulas de defesa pessoal vêm se incorporando à rotina dos batalhões da PMSC


Alguém lembra de alguma uma cena de abuso de autoridade ou ação truculenta de algum servidor da segurança pública? Ou então uma situação em que o policial ou qualquer outro agente de segurança acaba surpreendido ou mesmo agredido por alguém? Enfim, lamentavelmente, são imagens que quase todo mundo já visualizou ou presenciou. Infelizmente, muitas destas situações poderiam ser evitadas com o uso correto ou conhecimento mínimo de defesa pessoal ou prática de artes marciais.

E o pior, atualmente, vivemos uma era onde quase tudo se torna público e viraliza em questão de segundos nas redes sociais. Por isso, se faz cada vez mais importante a prática regular de alguma modalidade de arte marcial quando pensamos na carreira militar.

Nos cursos de formação da Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC) existem os módulos de Defesa Pessoal Policial, porém, na maioria das vezes, são conhecimentos básicos, sendo necessário uma continuidade ante as necessidades do serviço operacional. “O ideal seria um treinamento contínuo, incorporado a rotina funcional dos agentes de segurança. A prática contínua da defesa pessoal ou treino de artes marciais vai muito além do aspecto funcional, ajuda também no condicionamento físico e no autocontrole”, avalia o coordenador das disciplinas de Defesa Pessoal Policial no Centro de Ensino da PMSC, tenente-coronel Miguel Ângelo da Silveira.

“Importante destacar o empenho de muitos policiais praticantes de artes marciais que vêm ministrando aulas de graça nas unidades e repassando conhecimentos essenciais aos demais colegas de serviço”, reconheceu o oficial, ao falar sobre as boas práticas, que vêm ganhando cada vez mais adeptos.

“O que os policiais precisam ter em mente é que os treinamentos básicos oferecidos nos cursos de formação não são suficientes para todas as situações. É preciso continuidade! Aí vai de cada um se dedicar e aperfeiçoar as técnicas que aprendeu, para aí sim ter uma maior consciência corporal, eficiência e domínio das situações inusitadas que porventura apareçam”, finalizou o tenente-coronel Miguel Ângelo, que é praticante de artes marciais há quase 30 anos.

A corporação conta atualmente com inúmeros praticantes, das mais variadas modalidades, atletas e amadores, que antigamente se restringiam às práticas nas academias, fora dos quartéis. Hoje, o que observamos é que as vantagens, por si só, fazem com que as unidades que ainda não possuem um tatame já percebam a importância e a necessidade de montar seu Centro de Treinamento.

Texto: cabo Rodrigo Costa