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Foto: Foto da unidade da Polícia Militar de Santa Catarina
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Coronel Claudete Lehmkul entrega comando da DIE e assina reserva remunerada


"A primeira vez que cruzei o portão desta casa ainda está vivo na minha memória. Parece que foi ontem. Consigo até sentir a tremedeira nas pernas e o frio na barriga, quando com mais quatro companheiras, aprovadas no concurso para ingresso na academia, seríamos as primeira mulheres cadetes da corporação, comentou a coronel Claudete Lehmkul, ao citar, em seu discurso de despedida, o dia 27 de junho de 1983, momento em qua as cinco pioneiras e 19 homens formaram a primeira turma mista de oficiais da Polícia MIlitar de Santa Catarina (PMSC).

"Assim, hoje, me despeço, justamente na casa que me acolheu.  Há exatamente 36 anos 5 meses e 19 dias,  no mesmo local onde eu entrava com apenas uma vaga noção de como seria minha vida dali em diante", emendou a fala, emocionada.

Assim, em um mix de reconhecimento e recordações, aconteceu a passagem de comando da Diretoria de Instrução e Ensino (DIE) da PMSC. Oportunidade em que a coronel Claudete Lehmkuhl passou a direção ao coronel Dionei Tonet.

A cerimonia foi realizada na tarde desta segunda-feira, 16, no ginásio do Colégio Feliciano Nunes Pires, em Florianópolis, e contou com a presença de diversas autoridades, amigos e colegas de carreira.

Na ocasião, além da passagem da diretoria, também ocorreu a assunção do Comando do Centro de Ensino da PMSC e da Diretoria-Geral da Faculdade da Polícia Militar (Fapom), cargos estes que estavam sob a responsabilidade da coronel Claudete. 

Na sequência, a coronel assinou seu ingresso na reserva remunerada, após mais de 36 anos de serviço dedicados à instituição e à sociedade catarinense, onde se despediu do serviço ativo da instituição.

"Trinta e seis anos se passaram desde o ingresso das mulheres na PMSC e, ainda, muitas conquistas serão necessárias para consolidarmos a participação feminina de forma plena. Minhas queridas colegas de farda, não percam seus ideais, sigam firmes em seus objetivos  e nas suas escolhas, sejam desbravadoras e escrevam novas histórias e conquistas. Contem sempre comigo!", pontuou, incentivou e se colocou à disposição.

"Muitas lutas foram necessárias para que as mulheres oficiais chegassem ao posto de coronel. Aliás, foi necessário batalhar muito também por cada pequena conquista, como deixar os cabelos crescerem, usar a farda com calça, dispor de banheiros femininos nas unidades militares e muitas outras questões afetas ao gênero", lembrou, ao recordar de algumas barreiras superadas ao longo da carreira.

Ao falar sobre conquistas e avanços, disse que ainda quer ver uma mulher como 01 da PMSC. "No entanto nossa maior luta foi pelo acesso ao mesmo quadro dos oficiais masculinos, o que permitiu a mulher galgar todos os postos e graduações, bem como a todas as funções. E tenho a fé que um dia, certamente, uma mulher ainda irá ocupar o cargo de comandante-geral da nossa instituição, como ja ocorreu em alguns estados da federação", avaliou.

Por fim, a coronel destacou a importância da formação policial militar para com o sucesso da corporação, bem como reforçou os desafios que a instituição terá que encarar a partir do recente credenciamento do CEPM como Faculdade da Polícia MIlitar de Santa Catarina. "Vejo a capacitação técnico profissional como a principal arma contra o crime e, principalmente, como a ferramenta que mais protege os nossos policiais, nas mais diversas missões", comentou.

Clique aqui e leia o discurso de despedida da coronel Claudete, na íntegra.

*GALERIA DE IMAGENS

Fotos: 3º sargento RR Paulo Santana/CCS